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A Trajetória do mais completo jornal da Televisão.
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| Jornal da Manchete 1990 - Leila Cordeiro e Eliakim Araujo |
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O Jornal da Manchete foi ao ar pela primeira vez no dia 06 de junho de 1983. Era uma segunda-feira e com cenário futurista (mostrando os equipamentos e monitores da redação), às 19h00 entrava no ar um telejornal completo com surpreendentes TRÊS horas de duração. Seguia-se o padrão da recente CNN, que a emissora adotou desde a estréia.
O Jornal era dividido em vários segmentos, que depois acabaram virando programas distintos, denominados Manchete Panorama (cobria artes e espetáculos, apresentado por Iris Lettieri e Jacira Lucas), Manchete Esportiva (com Paulo Stein), Manchete Internacional, e finalmente o "Jornal da Manchete", que era apresentado por Ronaldo Rosas e Carlos Bianchinni. Como pode-se perceber, desde essa data o jornal passou a cultuar uma tradição que o diferenciava dos demais: passar a informação por completa ao telespectador. A alta credibilidade de
seus profissionais sempre ofereceram ao público uma completa cobertura tanto nacional como internacionalmente. Durante os dezesseis anos de existência, o noticiário sempre se baseou nesse conceito.
No início, o jornal contava ainda com uma segunda edição, às 23h30, chamado Segunda Edição e apresentado diretamente de São Paulo.
Em 1984 surgiu o Jornal da Manchete Edição da Tarde e, a partir daí, o jornalismo da emissora seria dividido em : Jornal da Manchete Edição da Tarde, Jornal da Manchete e Segunda Edição.
Em agosto de 1989, Leila Cordeiro e Eliakim Araújo (até então apresentando o Jornal da Globo) foram contratados para ancorar o Jornal da Manchete, substituindo Ronaldo Rosas e Carlos Bianchinni. Essa época de ouro da Manchete, caracterizada com novelas de sucesso e infantis vice-líderes, também se caracterizou por um show de jornalismo. A Rede Manchete, que até então se destacava nesse departamento, abriu ainda maior distância em relação à concorrência. O jornalismo era ousado, inovador e independente. Os repórteres chegavam antes e davam seguidos furos de reportagens. A inovação fazia escola na TV. Nesssa época, a Manchete já suspendia a programação para exibir initerruptamente qualquer acontecimento importante no país. O Jornal da Manchete era ágil, tinha correspondentes espalhados pelo mundo, e trazia a data e imagens do dia integradas à abertura. Leila e Eliakim se consagraram como o Casal 20 do telejornalismo.
Em 1990 houve uma modificação de base no Jornal da Manchete Edição da Tarde, quando ganhou cenário laranja e veio ancorado por Lêda Nagle e Carlos Bianchinni no Rio, por Celene Araújo em São Paulo e Carmen Lúcia em Brasília. O título também sofreu pequena alteração e o vespertino passou a se chamar simplesmente "Edição da Tarde".
Em seguida o Segunda Edição foi substituído pelo Noite Dia, apresentado no Rio por Renato Machado, em São Paulo por Paulo Markun, e por Carlos Chagas em Brasília.
Em 1991, o cenário dos monitores foi desativado, sendo substituído por uma tela azul no Jornal da Manchete e um telão lilás no Noite Dia. Mas o cenário "azul chapado" não durou muito tempo. Jaquito ordenou que o cenário do JM voltasse a ter ao fundo os monitores. Com essa mudança, a abertura e o logo do jornal também mudaram.
Com a saída de Leila Cordeiro e Eliakin Aráujo da emissora em dezembro de 1992, Márcia Peltier asumiu o Jornal, apoiada em São Paulo por Florestan Fernandes e em Brasília por Carlos Chagas. A redação voltou a ser usada como cenário, e o Noite Dia deu lugar ao antigo Segunda Edição. Bianchinni ficou sozinho à frente do Edição da Tarde, que ganhou novo cenário. Em 1994, houve uma reformulação geral no cenário do Jornal da Manchete, que passou a ter um enorme Mapa Mundi ao fundo.
Em 1996, o Segunda Edição foi substituído pelo Manchete Verdade, apresentado primeiramente por Marcos Hummel e posteriormente por Ronaldo Rosas. Durante as Olimpíadas de 96, o Jornal da Manchete foi ancorado por Márcia Peltier diretamente de Atlanta.
No início de 1997, O JM foi reformulado e Márcia ganhou a companhia de Marcos Hummel. Embora a audiência tenha aumentado, Hummel voltou para o "Na Rota do Crime" e deixou a apresentação do jornal novamente com Marcia.
Em 1998, em nova evolução, o jornal voltou a ser dividido em três edições. Com cenário novo (trazendo de volta a reformulada redação ao fundo), em março, estreavam o Jornal da Manchete Edição da Tarde, Jornal da Manchete, e o Jornal da Manchete Edição da Noite. As três edições eram apresentadas respectivamente por Elisa Mendes, Márcia Peltier e Claudia Barthel.
O "Manchete Primeira Mão", apresentado pelo experiente Berto Filho, estreou no meio de 1998, às 18h30. O propósito do Jornal era suprir a falta de jornalismo de qualidade que existina na TV nessa faixa de horário. TInha meia hora de duração e mostrava os principais fatos do dia.
Com a crise neste ano, porém, Márcia Peltier assinou contrato com a TV Bandeirantes e Augusto Xavier assumiu a bancada, revezando a apresentação com Claudia Bathel.
A título de curiosidade, cada telejornal recebia um nome-código na redação: ET (Edição da Tarde), JM1 (Jornal da Manchete), JM2 (segunda edição), ME1 (Manchete Esportiva Primeira Edição) e ME2 (Manchete Esportiva Segunda Edição), RM (Rio em Manchete) e SPM (São Paulo em Manchete).
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